O DHARMA E A CONSTRUÇÃO DA ESTUPA INTERNA
No Budha Dharma a historia é tratada como uma analogia no progresso no caminho do bodhisatwa
A geografia física corresponde e simboliza a estrutura e a topografia da mente
A biografia dos mestres detalha os meios para se atingir o estado budico
A filosofia descreve as varias visões que aparecem nos vários níveis diferentes de experiência
Enquanto no ocidente tentamos manipular o meio ambiente físico no Budha dharma o homem tenta harmonizar os elementos dentro de seu próprio ser para incorporar a compaixão interna que flui a partir desta harmonia. Este fluir da compaixão interna tenta ser aplicada a uma atenção sensorial simples para tornar a comunicação com o exterior espontânea e continua.
A estupa e um símbolo do estado budico
A stupa reúne a realidade condicionada pelos cinco elementos e a realidade ultima tornando-as uma em si mesma
Na sua realidade ultima a estupa é indestrutível e inviolável
Na sua simplicidade infinita e eterna, ela reúne a identidade dos Budas dos três tempos.
A simplicidade e a perfeição absoluta não podem ser compreendidas pelo intelecto, pois ela e a essência da mente.
A unidade é impensável inconcebível e perfeitamente vazia. È imaculada está alem de qualquer censura e é resistente a formulações. Chama-se Dharmadatu ou Espaço Livre.
O Dharmadatu, que literalmente significa “campo de dharma”, não tendo início ou fim, ele compreende todas as qualidades iluminadas puras. Transcendendo todas as formas de pensamento dualista, o Dharmadhatu acomoda o aparecimento de todos os Budas, que se manifestam pela compaixão para demonstrar o caminho à iluminação. O Dharmadhatu não tem substância nem forma; inefável e imutável, ele brilha através das formas de Budas e Bodhisattvas, incorporações da iluminação.
Como se diz no Swayambhu-purana, em éons passados, o Dharmadhatu puro surgiu de um lótus de mil pétalas, e, a partir da compaixão pelos seres vivos, tornou-se visível na forma de uma stupa. A fundação onde a Estupa é erigida e como o dharmadhatu: o reino do Dharma, ao mesmo tempo a fundação e o contexto do todo.Em seu aspecto relativo da realidade a Stupa simboliza o corpo humano com seus quatro sofrimentos, nascimento, maturação, decadência e morte
Em seu aspecto relativo da realidade a Stupa simboliza o corpo humano com seus quatro sofrimentos, nascimento, maturação, decadência e morte No reino sensorial a estupa e o meio pelo qual os bodhisatwas podem expressar-se num fluxo espontâneo de ação. A sua ação é devolver à originalidade prístina aquilo que foi degenerado. O reino estético é um oceano de vibrações que se tornam mais e mais turbulento à medida que se separa de sua origem e profundeza pacifica. Sensível à menor tremulação de dor e de prazer, o impulso estético cria seu próprio antídoto à desarmonia, na forma de uma divindade que se expressa através do meio sensorial. Juntos o ultimo e o relativo, indivisíveis e indissolúveis compõem a natureza simbólica da Estupa.
A Estupa inclui em si mesma a tripla perfeição dos três corpos de Buda
OS ASPECTOS CONSAGRADOS DA STUPA
BASE
A base da stupa contém muitas armas, muitos utensílios (utensílios de cozinha, relógios de parede, computadores, TVs e assim por diante), vasos, a lamparina de manteiga, mandalas de metal e as tsa-tsas.
Vasos/Potes – incluídos na stupa estão aproximadamente cinqüenta vasos de riqueza em geral, vasos da Terra e vasos Naga, todos incluindo os mantras de suas respectivas divindades, além dos ingredientes e relíquias necessários para sua transmissão de poderes e bênçãos. Além disso, outros vasos/potes são preparados para reverter a fome, a doença, a pobreza e os elementais, num total de 609 (120 para reverter guerras, 120 para reverter a fome, 120 para reverter as doenças e 252 para reverter a pobreza e os elementais).
Lamparina de Manteiga Kalpa – a Lamparina de Manteiga Kalpa remove a ignorância. Com aproximadamente dois pés de altura (66 cm), ela é feita de cobre, gravada com os oito símbolos auspiciosos, coberta de ouro e preenchida com manteiga protegida com uma camada de parafina. Sobre a base, os mantras apropriados são escritos em ouro. Junto com esta lamparina há onze vasos/potes preparados especificamente para a lamparina.
Mandalas – As três mandalas gravadas banhadas a ouro, cada uma com 50 cm2, são o chakra masculino, o chakra feminino e o Deus da Riqueza Ganapati.
Tsa Tsas –cada uma é consagrada com seus respectivos mantras, e relíquias do corpo, fala e mente.