Hoje em dia, embora as quatro escolas de budismo tibetano pratiquem exclusivamente desse jeito, as transmissões do Yoga Tantra foram preservadas, especialmente entre os Sakyapas que tem a reputação de preservar todas as autênticas transmissões indianas. Entre os Nyingma que preservam tradições vindas do período mais antigo da disseminação do budismo no Tibete (séculos sete a nove) estão os praticantes dos tantras elevados, que não recebem a ordenação monástica, mas são conhecidos como Ngagpas (sngags-pa), ou seja, tantrikas – “aqueles que usam os mantras” (sngags.)”.
Em geral, eles são lamas casados; para um lama, embora atuado como um pastor-professor, eles não são necessariamente monges. Ngakpas como Nubchen Sangye Yeshe, moravam fora dos mosteiros e perto de mendigos e nômades, eram especialmente abertos às mágicas tradições nativas (isso também havia acontecido na Índia quando a magia popular entrou nos tantras budistas, como por exemplo, o tantra de Mahakala. Isso aconteceu por causa da eficácia deste tipo de magia – pelo menos “.... funciona suficientemente para inspirar a confiança da maioria da humanidade pela maior parte da historia da humanidade). Entretanto, no Ocidente desde o século dezoito com seus modelos mecanicistas de realidade e a ciência frutificando métodos e explicações de uma forma geral, a magia recebeu uma péssima critica do intelecto ocidental.”
A razão pela qual os acadêmicos ocidentais subjugaram o papel da magia no budismo, incluindo o budismo Theravada, não é difícil de compreender.
- O trecho “Transformação” foi extraído em grande parte do “The Golden Letters” por John Myrdhin Reynolds, Snow Lion Publications, 1996 e sua (“Vajranatha”) Nubchen Sangye Yeshes: Fountainhead of the Ngagkpa Tradition.
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